quarta-feira, 20 de junho de 2007

Moçambique : bispo teme novo "Apartheid"


KÖNIGSTEIN, segunda-feira, 18 de junho de 2007 (ZENIT.org).- Dom Francisco Silota, bispo de Chimoio, em Moçambique, advertiu sobre o perigo de uma nova segregação racial.Em uma conversa com a associação católica pastoral Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), expressou o temor de que os camponeses brancos que foram expropriados durante as reformas em Zimbábue e obrigados a abandonar o país, e que agora se estão assentando em Moçambique possam fazer que «os moçambicanos se sintam como estrangeiros em seu próprio país».Assinala que o Governo deve ter cuidado e analisar bem quantas terras podem ser cedidas a esses camponeses estrangeiros, para que não surja uma situação similar à de Zimbábue. «Estes camponeses trazem tecnologias modernas e têm um forte espírito empresarial. Devemos ter cuidado para que não surjam tensões», acrescentou o bispo. A Diocese de Chimoio faz fronteira com Zimbábue e atualmente muitos refugiados estão cruzando a fronteira. O bispo assinala que esta circunstância também está criando tensões sociais, pois muitos dos refugiados não encontram trabalho e isso, por sua vez, está ocasionando um aumento da criminalidade em alguns lugares. Muitos moçambicanos observam estes fatos com preocupação, porque temem que desestabilize sua própria situação social.Segundo o bispo Silota, a principal tarefa da Igreja consiste em implantar o Evangelho na cultura local. «A inculturação é a espinha dorsal de todos nossos esforços pastorais e sociais», assegura, acrescentando que Jesus deve ser apresentado às pessoas como «um dos seus».Para isso, a Igreja deve «traduzir a Boa Nova à língua do povo», mas não só em um sentido puramente lingüístico, porque também é preciso integrar a totalidade das formas culturais de expressão arraigadas na região.«Na África, a fé não é algo isolado, mas compreende a pessoa e a vida em sua totalidade», assinala Dom Silota.O bispo observa que, com freqüência, a pobreza reinante ocasiona o desarraigo das pessoas e a perda dos valores tradicionais. Em particular, o êxodo rural está fazendo as pessoas perderem as raízes no «meio estranho e hostil» das urbes, e esta situação é responsável pelo aumento da promiscuidade e do consumo de álcool e drogas, entre outros.Segundo Dom Silota, 39% dos moçambicanos vive hoje nas cidades, e se prevê que até 2010 este número alcance os 50%.O bispo também está muito preocupado pelo fato de que 19% da população seja aidética. Em sua opinião, é escandaloso que muitas moças jovens, devido à sua pobreza, sejam presa fácil de homens que abusam delas e as contagiam com o vírus.«Se a Igreja é o Corpo de Cristo, a propagação da Aids significa que o Corpo de Cristo está fisicamente enfermo», declara, «e este problema afeta todos». A Igreja se opõe à exigência de muitos políticos de legalizar o aborto. Na cultura africana, a vida é valiosa e as crianças, um «tesouro», assegura Dom Silota. O bispo Silota diz que, para combater este desarraigo, os sacerdotes devem trabalhar incessantemente «para encarnar a Boa Nova na cultura local», e acrescenta que a condição mais importante para isso é o conhecimento das línguas locais. O bispo assinala que na Diocese de Chimoio são faladas oito línguas diferentes, e ressalta que é importante anunciar o Evangelho de forma que as pessoas possam entendê-lo. Dos 26 sacerdotes de sua diocese, 18 são evangelizadores estrangeiros e só 8 moçambicanos nativos, ainda que esclarece que «o povo não considera os missionários como estrangeiros: as pessoas normais asseguram que os sacerdotes brancos ‘são dos nossos’», acrescenta o bispo.

terça-feira, 19 de junho de 2007

1 - Auto-Biografia de Ir. Clara Maria Schmitt

Por que a missão na África?

Senti o chamado de ser missionário desde o tempo de adolescência/juventude. Em 1980 após os votos perpétuos cheguei aqui no Brasil, no Nordeste. Sempre gostei de trabalhar nas comunidades, na periferia e no interior. De 1988 a 2002 passei 4 anos em Moçambique, na África na equipe do projeto missionário do NE IV e V e depois com outras irmãs, voltei para minha congregação, não podia enviar outras irmãs. Mas sempre sinto no meu coração esse chamado de ir a África, talvez por que o sofrimento do povo é muito grande. Me vem a imagem de tanta gente, jovens que precisam de educadores, professores, de mães, mulheres, que precisam de pessoas que trabalhem com elas na promoção humana, de tantas crianças, pessoas doentes, leprosos que morrem por causa de doenças que podem ser evitadas, de tantas pequenas comunidades cristãs que precisam de apoio para o seu crescimento em todas os níveis. Em todas as áreas da vida precisa-se de gente na reconstrução do país, no processo do seu desenvolvimento lento. Muitos países como Moçambique não tem importância nenhuma no nível mundial, ficam esquecidos pelo FMI etc. Para a vida do povo simples faltam muitas coisas básicas na área de saúde, educação, comunicação, estradas, energia para ter uma vida mais humana, mais alegre. Nisso sinto o chamado do Senhor fazer a nossa, a minha parte.


Sobre minha vocação missionária

- Ambiente familiar cristão pais engajados na comunidade, sempre houve o incentivo para a vida nas missões.
- Surgiu o desejo de ser missionária aos 12 anos, a vocação para a vida religiosa aos 16 anos, entrada na congregação com 21 anos, pedindo que fosse enviada para o Brasil.
- A formação inicial até os votos perpétuos reforçou a vocação missionária.
- 1980, chegada ao Brasil, inserção na igreja local, aprendendo com experiências de outros missionários (as), um trabalho em conjunto.
- Após a CF “Ouvi o clamor desse povo” senti o impulso de ir para a África, mas resisti a esse apelo durante vário meses, fiz um retiro de discernimento na semana santa em 1989, grande experiência da Santa Trindade tomando todo ser com o pedido: “Vai conosco para África.”
Cheguei conhecer o projeto missionário através de Pe. Primo, que ficou meu orientador até hoje, encaminhei o pedido para região, congregação nos capítulos, foi positivo, mas não tínhamos irmãs disponíveis a serem enviadas. Houve resistências, no meio de toda turbulência, em um retiro em maio de 1994 senti varias vezes uma alegria profunda com a palavra: “Alegra-se por que pode colaborar conosco”, mas eu não entendi o sentido.
- 24/02/1998 Viagem para Moçambique no dia do aniversário de nossa fundadora.
- Na experiência de uma forte malária: Deus tendo a minha vida em sua mão, me devolve para servir mis ao povo.
- Muitas vezes: comunhão profunda com irmãs, pessoas amigas, comunidade, uma força que vem através da oração de muitas pessoas nas viagens no interior, em comunidades distantes, tudo está interligado na igreja.
- Na volta da África em um retiro na semana em 2002 na contemplação da paixão do Senhor, foi como esse amor do Senhor para com os povos da África passasse por meu coração, me arrastando, minha resposta: entrega total por esses povos, essa consciência me deixou nunca mais, S. Comboni diz: Se eu tivesse mil vidas as daria toda para a missão.
- Em 2005 quatro meses “Experiências místicas franciscana” em Petrópolis, sendo uma experiência de comunhão profunda em torno dos mesmos valores de nosso carisma franciscano de várias congregações, ordens da família franciscana, sinto o impulso de ajudar em tudo o que favoreceu o crescimento, a comunhão dessa nossa família, especialmente numa missão alem fronteiras, num trabalho em conjunto com os Frades, irmãs de outras congregações franciscanas, sempre tento fazer minha pequena parte nesse sentido.

Resumo de dados de sua história pessoal

Sou irmã franciscana de Nossa Senhora dos Anjos
- Nasci em 1951 na Alemanha em Walleauden/ Saar
- Aos doze anos vocação missionária.
- Aos dezesseis vocação para vida religiosa.
- Curso de pedagogia em Saarbrucken.
- Aos vinte e um anos entrada na congregação.
- Formação inicial em Waldbreitbach.
- Trabalho com jovens em um internato, Colégio em Bad Neuenahr.
- Curso para agentes de pastoral em Colônia (4 anos).
07/09/1980 Votos perpétuos e envio para a missão.
30/10/1980 Chegada no Brasil
1980-1998: Trabalhos de pastoral nas paróquias, Bacabal: Porta Abeta, São Luis Gonzaga; Teresina: Socopo, Mocambinho, Barro Duro.
Trabalhei também no serviço de animação missionária vocacional, com aspirantes, postulantes, como secretária da região das irmãs, morando em Bacabal – Setúbal.
1998-202: Moçambique – Nipepe, como membro da 1° Equipe do projeto missionário.
2002 até hoje: Paróquia de Tamboril-Ce, acompanhamento de comunidades no semi-árido.
Depois Teresina: Planalto, Bela Vista, Angelim IV.
Ajudei nos últimos tempos, mais na formação para a vida religiosa, como secretaria e conselheira.
- Gosto dos trabalhos na animação, formação de comunidades no interior, ajudando nas pastorais, m Moçambique, trabalhei com jovens, lares, curso de promoção para mulheres, com doentes, leprosos, gestantes...

Meu sonho missionário:
( Nesta Foto temos a Ir. Zenaide Costa ,Superiora da Irmãs Anjas e D.Armando de Bacabal)

- Que a 4° equipe consiga realizar um bom trabalho em Cuamba-Nipepe, que haja sempre uma busca de comunhão, apoio mútuo...
- Que haja no futuro uma presença dos nossos frades da Vice-Província de Nossa Senhora da Assunção na diocese de Lichinga no Norte de Moçambique...
- Que haja congregações religiosas que vão para mesma região, permanecendo junto ao povo Makleawa no futuro...
- Que o CEFRAM organize experiências missionárias para leigos além-fronteiras, incluindo a África, quando encerrar o projeto do NE IV e V.

Bacabal, 11 de março de 2007-06-18 Ir. Clara Maria Schmitt

Sobre o Projeto Moçambique - Lichinga

O QUE É O PROJETO MOÇAMBIQUE?

É um Projeto Missionário Além-Franteiras celebrado entre as Igrejas do Maranhão e Piauí, com a Diocese de Lichinga em Moçambique, foi um gesto de fraterna solidariedade e disponibilidade de Dom Franco Masserdotti, bispo da Diocese de Balsas-MA
O Projeto foi sonhado em 1992 e gerado após as conclusões do COMLA 5 em Belo Horizonte no ano de 1995. A preparação dos missionários que formaram a 1ª equipe deu-se em 1997 e em 1998 foi enviado o 1° grupo composto de 5 religiosos inter-congregacionais, uma leiga e um sacerdote.
A 2ª equipe foi no ano de 2000, composta por 5 religiosas e um padre diocesano do Peru, ligado à Diocese de Balsas. Em 2003 foi enviada a 3ª equipe formada por 2 religiosas, um sacerdote e 4 leigas.

OBJETIVO DO PROJETO:

O objetivo do Projeto é abrir as nossas Igrejas à dimensão Universal, sendo fiéis ao mandato sempre atual de Jesus de levar o Evangelho a toda criatura. (Mt 28,19).
O Projeto é expressão da Igreja local nas suas diferentes dimensões e deseja ser instrumento de comunhão entre as Igrejas;
O Projeto é levado à frente com meios pobres, com poucos recursos, sem grandes obras (“dar da nossa pobreza, Puebla 368”);
A duração do Projeto é de 12 anos com a formação de 4 equipes

PASSOS DADOS:

· Para a formação da 4ª equipe já aconteceu 4 encontros de convivência e estudo, 1 encontro com os COMIRES-PI e MA, 1 encontro com Dom Augusto Bispo responsável pela dimensão missionária do Regional NE – V.
· Contato com Dom Hilário Bispo da Diocese de Lichinga –Moçambique.
· Motivados pelo saudoso Dom Franco, já se realizou a 1ª Feira Missionária no dia 19 de agosto-2006 em prol do Projeto Moçambique, articulada pelo CEFRAM e está marcada a 2ª para dia 28 de janeiro-2007 em Piripiri-PI, com apoio dos benfeitores, paróquia de Nossa Senhora dos Remédios Sagrado Coração de Jesus, COMIRE e CEFRAM. Estas feiras tem como objetivo arrecadar fundos para o Projeto e divulgação do mesmo.
· Envio de uma carta da equipe para os bispos dos dois Regionais NE IV e V (solicitando novo bispo para acompanhar o projeto e a equipe).
· Sede o Projeto: CEFRAM (como apoio aos missionários).

DESTINO DOS MISSIONÁRIOS

Moçambique
Superfície: 799.380 km²
População: 20 milhões de habitantes
Capital: Maputo.
População (origem): A maioria é de origem bantu. Prevalecem as religiões tradicionais com presença do catolicismo, do islamismo e de outras Igrejas Cristãs. A língua oficial é o português.
A sede do Projeto é em Nipepe distrito da província do Niassa com cerca de 3.300 km² e uma população de 25.000 habitantes. Tem 60 povoados, a cidade maior é Cuamba a 250 km. Está a 550 km de Lichinga.
É uma região de vida primitiva com muita floresta. A vida da população é simples e vive da agricultura. O transporte principal é bicicleta. Há um índice volumoso de soropositivos, Hanseníase, Malária...
Estrutura da missão: Casa dos padres, casa das irmãs, igreja, escola e moagem.

PREPARAÇÃO DOS MISSIONÁRIOS

Para a preparação está a disposição o CEFRAM para convivência, estudo e animação missionária. (fevereiro e março).
Previsão de envio: maio ou junho.

MANUTENÇÃO DO PROJETO
Preparação, viagens e manutenção dos missionários continua para os próximos 3 anos sob a responsabilidade dos Regionais NE IV e V e as parcerias que contribuem para com o projeto. (dinheiro envidado do Brasil).

Para o envio de doações , pedimos que deposite na Conta da CNBB-Projeto África :
Banco do Brasil : C/C: 61.455-6 Agência : 3219-0 Teresina-PI

Paz e Bem !!

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Dados Pessoais dos Missionários 2007

Primeiro Envio : Maio – Junho de 2007

Ir. Clara Maria Schimitt , Irmãs Franciscanas de N. Sra. dos Anjos - Aniversário em 12/03/1951 , 56 Anos
Rua Antonio Lobo, 937 Centro
Bacabal - MA 65.700-000
Fone: 99-3621-1030 , Fax.: 99-3621-1679
E-mail: fran.clara2@yahoo.com.br
irmasanjas@ig.com.br

Pe. Paulo Sergio Mendonça Cutrim, Diocese de São Luis - MA - Aniversário em 17/11/1966, 41 Anos
Unidade 205, Rua 04 casa 55 – Bairro Cidade Operária
São Luis/MA – CEP: 65.058-060
Fone: (98)9151-7521(Residência) e Celular: (98)9145-4291
E-mail: pe.sergio@yahoo.com.br

Célia das Graças Cota, Leiga Consagrada - Aniversário em 17/01/1953, 54 Anos
Rua Bernardino Monteiro, 71 – Bairro Centro
Itapemirim/ES – CEP: 29.330-000
Fone: (28)3529-6255 (Residência) ou (28)3529-6125 (Trabalho)
E-mail: celiagcota@gmail.com

Raimunda Maria de Oliveira Soares, CIMI - Brasília - Aniversário em 12/07/1956, 51 Anos
Cidade Nova VIII – Trv. WE 44 B casa 232 – Bairro Coqueiro
Ananindeua/PA - CEP: 67.000-000
Fone: (91)3263-2392 ou 91-3287-4104(irmã)
E-mail: raisoares@hotmail.com ou rai12soares@gmail.com.br


Segundo Envio para Setembro de 2007 :

Teone Pereira dos Santos, Leiga Engajada - Aniversário em 25/01/1974, 33 Anos
Rua da Vitória, 149 – Bairro São Cristóvão
Serra Talhada/PE – CEP: 56.900-000
Fone: (87) 3831-4462 (Residência) ou (87)3831-2814 (Trabalho)
E-mail: theony7@yahoo.com.br ou theony7@hotmail.com

Ir. Maria Célia da Silva Souza , Ir. Franciscanas Bernardinas - Aniversário em 22/12/1974 , 33 Anos
Rua João Alves de Sousa, 385 – Bairro São Francisco
Apuiarés/CE – CEP: 62.630-000
Fone: (85)3356-1171 (Residência)
e-mail : sousa-celia2005@ig.com.br

Maria das Graças Souza Rosa Martins, Leiga Engajada , Aniversário em 12/01/1950, 57 Anos
Rua dos Gaviões Qd 15 nº13 – Bairro Ponta do Farol
São Luis/MA – CEP: 65.077-170
Fone: (98) 3227-1198 (Residência)
E-mail: gracasouzarosa@uol.com.br

sábado, 16 de junho de 2007

Foto dos Missionários !

Esta é a Quarta Equipe do Projeto África Moçambique junto com D. Armando, Bispo de Bacabal e responsável pela Dimensão Missionária da CNBB - MA.
Da esquerda para direita : Graça Rosa ( Bacabal), Pe.Paulo ( São Luis ), Raimundinha ( CIMI-DF),D.Armando,Teone (Serra Talhada -PE),Ir.Clara Maria ( Franciscana de Teresina) e Célia das Graças ( Itapemirim-ES). Ainda temos a pessoa da Ir. Maria Célia ( Apuiarés-CE) que não estava no dia da foto. Louvado Sejas, meu Senhor, pelos nossos Missionários.
Contem com as nossas orações e solidariedade, Paz e Bem !!

Um pouco da História do Projeto África Moçambique

O Projeto Missionário Além-Fronteiras celebrado entre as Igrejas do Maranhão e Piauí, com a Diocese de Lichinga em Moçambique, foi um gesto magnânimo de fraterna solidariedade e disponibilidade de Dom Franco Masserdotti, Bispo da Diocese de Balsas. O projeto foi sonhado em 1992 e gerado após as conclusões do COMLA 5 em Belo Horizonte no ano de 1995. A preparação dos missionários da 1ª equipe deu-se em 1997.

A primeira equipe missionária enviada em 1998 era constituída pelo

1.Padre Gildo Gomes, de Volta Redonda – RJ;
2.Irmã Maria lourenço (SP), posteliana,
3.Irmã Maria Risélia (BA), mercedária missionária do Brasil;
4.Irmã Maria Clara Schmitt (Alemanha), franciscana de N. S. dos Anjos;
5.Irmã Teresinha Teixeira (PA), missionária do Coração Eucarístico;
6.Irmã Waldilene Pinto (PE) filha do C. I. de Maria;
7.Inês Berus (SC), leiga.

A segunda equipe foi formada por:

1.Padre Luís Enrique (Peru), sacerdote diocesano ligado à diocese de Balsas
2. Ir. Edna Zangale, natural de Leopoldina (MG), das Filhas de Jesus, trabalho em Picos – PI;
3. Irmã Tânia Jordão, natural de Engenheiro Caldas (MG) das Filha de Jesus;
4.Ir. Assunção Rebouças,de Jaguaruana -CE mensageira de N. S., trabalhou em Valença do Pi
5. Ir. Ana Mª Conceição,de Campo Maior-PI, filha de S. Teresa, trabalhou em Teresina – PI;
6. Ir. Jane Farias, Abaetetuba (PA), filha de C. I. de Maria, trabalhou em Teresina – PI.

A terceira equipe foi constituída no ano de 2003

1.Padre José Eugênio da diocese de Amparo – SP;
2.Irmã Verônica I.M.C. de Maria;
3.Ir. Celina da diocese de Campinas – SP;
4.Lourdes Vieira e Guilhermina – Leigas missionárias combonianas;
5.Rosilene Coelho e
6.Roberta.

Por dificuldades retornaram Roberta e Padre José Eugênio. A equipe concluirá seu período até dezembro de 2006, sendo que somente Irmã Celina ficará em Cuamba para acolher a quarta equipe até julho de 2007.
O objetivo do Projeto é abrir as nossas Igrejas à dimensão Universal, “dando da nossa pobreza”, sendo fiéis ao mandato sempre atual de Jesus ao levar o Evangelho a toda criatura, com a característica da provisoriedade: é ponte – não é casa. É destinado a oferecer experiências para projetos mais prolongados, abertura de comunidades religiosas, projetos específicos de leigos missionários, compromissos de animação missionária no Brasil.
A duração é de 12 anos com a formação de 4 equipes.
Os Bispos Dom Franco e Dom Candido do Brasil com Dom Luis Gonzaga de Lichinga firmaram o acordo. Ao longo desse período está Dom Augusto e Dom Franco com Dom Hilário em Lichinga.
No decorrer destes 9 anos o projeto enfrentou desafios, rompeu estruturas, superou dificuldades, fez mediações, animou nas Dioceses, realizou encontros de missiologia: 13 em Teresina, 2 em Bacabal no CEFRAM que assumiu-se como Centro Missionário. O divulgador, incentivador e mantenedor espiritual do Projeto foi Dom Franco, que neste período fez 3 visitas à África, manteve relações pacíficas com as congregações que enviaram missionários. Dom Franco foi incansável, sempre com o discurso sedutor conseguia articulações para continuidade do projeto.
A última reunião a favor do Projeto foi em 24 e 25/07/2006 no CEFRAM, Bacabal, onde foi feita avaliação da caminhada do Projeto, que gerou a seguinte conclusão em anexo, que foi enviada aos Regionais do Nordeste IV e V, aos Bispos do Maranhão e Piauí, às províncias e provincial dos candidatos à formação da 4ª equipe que está prevista ida de maio a julho de 2007.
Nos dias 24 e 25 de julho reunimos-nos no Centro de Formação Missionária de Bacabal – CEFRAM para avaliarmos a caminhada do projeto de fraternidade eclesial entre a Diocese de Lichinga e os regionais Nordeste IV e V e encaminhar nossa proposta.
RECORDAMOS:
· O início do projeto sonhado desde o ano de 1992 e criado em outubro de 1995 a partir das conclusões do Quinto Congresso Missionário Latino Americano (Comla V - Belo Horizonte);
· O envio das equipes em 1998, em 2001, em 2003 para Nipepe e Cuamba após um período de formação;
· O trabalho intenso, as alegrias e as dificuldades, as tristezas com o momento mais significativo: a pascoa da irmã Verônica!
DESTACAMOS AS CARACTERÍSTICAS DO PROJETO:
· O projeto é expressão da Igreja local nas suas diferentes dimensões e deseja ser instrumento de comunhão entre as igrejas;
· O projeto é levado à frente com meios pobres, com poucos recursos, sem grandes obras (“Dar de nossa pobreza, Puebla 368”);
· O projeto é provisório, é ponte, não é casa - sua duração é de 12 anos.
RECONHECEMOS NOSSAS LIMITAÇÕES:
· A fragilidade pelo pouco tempo de presença na missão por parte dos missionários: isso impede um melhor conhecimento da cultura e da língua e a inculturação;
· A dificuldade de um trabalho em equipe e da vida em comunidade;
· A falta de animação missionária nas dioceses que enviam e sustemtam os missionários/as;
RECONHECEMOS TAMBÉM nos missionários/as
· O grande amor ao povo que se expressa na solidariedade, no espírito de serviço, na capacidade de adaptação;
· A competência no metodologia e conteúdos do trabalho.
Os missionários/as são para o povo um testemunho de abertura e de gratuidade num ambiente marcado pelo tribalismo e fechamento.
Um aspecto positivo é o fato de que, após uma presença no projeto, congregações decidiram abrir comunidades religiosas em Moçambique, e leigas missionárias abrem-se a outros projetos no país.

NOSSA PROPOSTA

A partir da avaliação feita apresentamos a proposta para o futuro próximo:
1. A próxima equipe partirá entre maio e julho de 2007. Sendo que o nosso convênio com a Diocese de Lichinga termina no fim de 2009, consideramos este tempo uma ocasião de avaliação, de busca e transição para um eventual novo projeto ou para o fechamento definitivo. Essencial para isso é o diálogo das nossas Igrejas do Nordeste IV e V com a Diocese de Lichinga e com seu bispo.
2. Renovamos o pedido já apresentado pelo senhor para que a Congregação das Irmãs Missionárias de Imaculada Conceição - SMIC abra uma comunidade em Nipepe que possa também acolher outras religiosas para uma experiência inter-congregacional. Possíveis candidatas: Irmã Clara (Congregação das Franciscanas Nossa Senhora dos Anjos). Irmã Altair (Irmãs Paroquiais de São Francisco), Irmã Nádia Moriel (Franciscana do Coração de Maria), Irmã Claudia, Irmã Suzana.
3. Em Nipepe, pensamos que possa atuar, se os superiores aprovarem, uma comunidade de Franciscanos menores que poderia acolher um sacerdote diocesano brasileiro para uma experiência de três anos. Possíveis candidatos: Frei Gilberto, Frei Evandro, Frei Claudio, Pe. Paulo Sergio da Arquidiocese de São Luis.
4. Para Cuamba propomos uma comunidade de leigas missionárias que cuidariam da casa de apoio e poderiam assumir compromissos pastorais de acordo com a paroquia e a Diocese. Possíveis Candidatas: Raimundinha do Conselho Indigenista Missionário – CIMI, Leni, Marina. Obs.: Poderia-se pensar, no caso que só a Raimundinha possa partir, e de propor a Irmã Suzana também do CIMI, de ficar com ela em Cuamba.
5. Para a preparação está à disposição o CEFRAM de Bacabal –MA nos meses de fevereiro a maio para convivência, estudo e animação missionária. Se não é possível que todos permaneçam todo o período, que haja semanas marcadas com antecedência nas quais seja garantida a presença de todos. No fim de maio de 2007 haverá o discernimento definitivo a respeito da saída para Moçambique. Mesmo que cada missionário/a seja expressão duma diocese ou duma congregação ou dum grupo missionário e se disponha a sair com a aprovação e apoio destas instituições eclesiais pode sempre haver situações, não previstas que desconhece a saída de alguém. Sugerimos uma visita de Pe. Paulo Suess para encaminhar o estudo (junto com o lançamento do curso de missiologia a distância).
6. A respeito da preparação, viagens e manutenção dos missionários, o nosso projeto, continua para os próximos 3 anos, continua responsabilizando-se em enviar o dinheiro daqui, do Brasil, ficando com a Diocese de Lichinga a estrutura pela casa de morada e a responsabilidade pelos trabalhos pastorais.
7. Achamos importante estudar a possibilidade da Igreja do Brasil oferecer acolhida e bolsa de estudo para sacerdotes de Lichinga fazerem curso de especialização aqui no Brasil. Um lugar oportuno pode ser Belo Horizonte. Podemos começar com Pe. Simão, se o desejar e o Bispo dele aprovar a partir de 2008.

Caríssimo dom Hilário, esta é a proposta que apresentamos ao senhor e aos Bispos das nossas Regionais do Maranhão e Piauí. Creio que nossa missionária Lourdes já lhe tenha falado do conteúdo desta proposta.
Aguardamos uma sua resposta para podermos proceder.
Enviamos saudações cordiais e votos de bem no Senhor.

_____________________________________
Dom Franco Masserdotti
Bispo Responsável pela Dimensão
Missionária CNBB NE V


Dom Franco, missionário comboniano, viveu o bom combate, um pastor que preparou pastos verdejantes para suas ovelhas. Bebeu na fonte comboniana e o lema de Comboni: “Morro mas, minha obra não morrerá”, continuará como legado da sua experiência de 65 anos de vida e 40 dedicados à missão.
Após seu sepultamento em Balsas, a equipe do projeto reuniu-se para incentivar a continuidade do mesmo.

REUNIÃO 19 DE SETEMBRO EM BALSAS

No dia 19 de setembro de 2006, após sepultamento de Dom Franco Masserdotti, Bispo da Diocese de Balsas, reuniram-se na residência da Sra, Marlene Costa Garces em Balsas., parte do grupo que faz parte da coordenação do Curso de Formação Missionária e também do Projeto Além Fronteiras- NE IV e V com Diocese de Lichinga em Moçambique – Africa..

Os seguintes participantes

Marlene Garcez – Diocese de Balsas
Vera Cristina C.de Carvalho – CEFRAM - Bacabal
Ir. Marília – Comire – Maranhão
Pe.. André –COMIRE de Teresina
Marina Cardoso – Teresina - COMIRE
Avani Alves – Teresina- COMIRE e projeto Além-Fronteiras
A reunião teve início com a oração do Pai e Nosso, seguido da leitura do relatório do encontro realizado nos dias 24 e 25 de julho no CEFRAM, enviando aos integrantes da Coordenação , superiores dos Regionais 4 e 5, Bispos do NE IV e V, provinciais das congregações que se manifestaram na adesão ao projeto supra citado.

ALGUNS PONTOS ABORDADOS E ALGUMAS DECISÕES
PROJETO ÁFRICA
1.A Marina irá integrar o projeto na África na categoria leiga de acordo com a Arquidiocese de Teresina que se responsabilizou em pagar os salários na mesma enquanto estiver ausente.
2.A equipe de reflexão missionária encontrar-se-á em outubro no CEFRAM na data previamente programada de 23 a 25/10.
3.De fevereiro a maio conforme sugestão do relatório anterior será a convivência no CEFRAM dos missionário da equipe que irá à África em 2007.

2. CURSO DE JANEIRO
1. Chegada da comissão organizadora do curso – 10 de janeiro para as providencias de organização, acolhida dos participantes e outras providências.
2. Na grade da programação nos dias 26 e 27/01 – de responsabilidade de Dom. Franco ficou assim decidido.
- as práticas missionárias - serão assumidas pelos COMIRES dos regionais 4 e 5 . .
-Reflexão e apresentação dum projeto missionário do nordeste 4 e 5 para a Amazônia a ser apresentado aos Bispos. – O Pe. André responsabilizou – se em falar com o Pe. Daniel Lagni das POM e depois confirmará ao CEFRAM.



Moçambique
Superfície: 799.380 km2
População: 20 milhões de habitantes
Capital: Maputo
População (origem): A maioria é de origem bantu. Prevalecem as religiões tradicionais com presença do catolicismo, do islamismo e de outras Igrejas Cristãs. A língua oficial é o português.
A sede do Projeto é em Nipepe distrito da província do Niassa com cerca de 3.300 km2 e uma população de 25.000 habitantes. Tem 60 povoados, a cidade maior é Cuamba a 250 km. Está a 550 km de Lichinga.
É uma região de vida primitiva com muita floresta. A vida da população é simples e vive da agricultura. O transporte principal é bicicleta. Há um índice volumoso de Sida (Aids), Hanseníase, malária.
No início do Projeto foi acertado que cada integrante receberia U$ 100,00 (cem dólares) do projeto e U$ 20,00 (vinte dólares) da diocese de Lichinga. Atualmente é o projeto que envia U$ 120,00 (cento e vinte dólares) para cada integrante com as despesas de passagens de ida e vinda.

Frei Bernardo,
É importante que haja no momento uma referência para o Projeto, pois Dom Franco o fazia. Acredito que o Espírito Santo iluminará uma forma de darmos continuidade.
Um abraço. Estarei ausente de Balsas até 10/10/2006.



Balsas (MA), 29 de setembro de 2006.


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Marlene Costa Garcez
Secretária do Projeto Além-Fronteiras

Carta para o Bispo de Lichinga

Bacabal, 03 de abril de 2007

Prezado irmão em Cristo
Dom Hilário
Bispo da Diocese de Lichinga

Na verdade Cristo Ressuscitou! Paz e Bem!

É na alegria do Cristo Ressuscitado que comunicamos os passos dados a caminho da realização do nosso tão sonhado Projeto Missionário Além – Fronteiras dos Regionais Nordeste IV e V – Piauí/Maranhão, com a sua Diocese de Lichinga – Moçambique – África.
Nos dias 1º a 31 de março de 2007 participaram da convivência os candidatos que partirão em missão em duas equipes: a 1ª equipe que sairá em maio: Ir. Clara Maria Schimitt, das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora dos Anjos, Teresina-PI; Pe. Paulo Sérgio Mendonça Cutrim, Padre diocesano da Arquidiocese de São Luís - MA; Célia das Graças Cota, Leiga consagrada da Diocese de Cachoeira do Itapemirim – ES, e Raimunda Maria de Oliveira Soares, Leiga atuante na equipe nacional do CIMI (Conselho Indigenista Missionário) em Brasília – DF.
Para estes missionários da primeira equipe, precisamos com urgência receber a sua carta, convidando-os para o trabalho missionário na diocese de Lichinga, só mediante essa carta é que darão entrada no pedido de toda documentação exigida, o pedido do visto de entrada no seu país.
As cartas devem ser pessoais: Uma para Ir. Clara Maria Schimitt; para Pe. Paulo Sérgio Mendonça Cutrim; para Célia das Graças Costa e para Raimunda Maria de Oliveira Soares.
Essas cartas deverão ser enviadas todas para o mesmo endereço, onde serão encaminhadas para os órgãos competentes a fim de conceder os vistos.
Endereços para onde devem ser enviadas as cartas, Aos cuidados de: Raimunda Maria Oliveira Soares
CIMI (Conselho Indigenista Missionário)
SDS Edifício Venâncio III – sala 309
Bairro: Asa Sul
CEP: 70.393-902 – Brasília – Distrito Federal

Esperamos que tudo transcorra em bom tempo para não sofrermos transtornos.
Contamos com sua especial atenção e agradecemos sua gentileza e consideração conosco.
Seguem em anexo dados dos missionários que sairão em maio:

Missionários da 2º equipe que irão em setembro de 2007:
Irmã Célia da Silva Sousa, das Irmãs Franciscanas Bernardinas – Diocese de Itapipoca – CEARÁ;
Teone Pereira dos Santos, Leiga Atuante na animação Missionária da Diocese de Afogados da Ingazeira, residente em Serra Talhada – Pernambuco;
Maria das Graças Souza Rosa Martins, leiga atuante na Animação Missionária da Paróquia São Paulo Apóstolo, na Arquidiocese de São Luís – Maranhão.
Comunicamos o endereço atualizado para contatos:
Frei Bernardo Brandão Sousa Neto, OFM – Coordenador do CEFRAM
e-mail: freibernardo@missoesfranciscanas.org
Centro Franciscano de Animação Missionária – CEFRAM
Rua Magalhães de Almeida, 955 - Cx. Postal-02 – Bacabal- Maranhão - Brasil
CEP- 65700-000 Fone/Fax: +55 99 -3621-1420

Feliz e abençoada Páscoa! Um abraço fraterno com nossos agradecimentos pelo seu empenho e dedicação ao Reino de Deus.